A história da Família Brunholi

  • 21/06/2016
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  • Villa Brunholi

A história da família Brunholi tem início em 1889, quando Antônio Brunholi, o Nonno, e Emma Balzanelli, a Nonna, ambos da região de Veneto, na Itália, deixam sua terra natal para atravessar o oceano Atlântico e desembarcar no porto de Santos.

No Brasil, Antônio trabalhou em lavouras de café em Itatiba, dos 17 aos 25 anos. Foi neste período que ele conheceu Emma, com quem se casou em 1895. Juntos, eles economizaram dinheiro e compraram uma propriedade no bairro Caxambu, em Jundiaí, a 40 minutos de São Paulo, no ano de 1897. Antônio e Emma tiveram 10 filhos: José, João, Maria, Pedro, Francisco, Albano, David, Carlos, Luis e Cezar. Assim, era constituída a Família Brunholi no Brasil.

Desde que comprou o sítio de oito alqueires, Nonno dedicou-se a vitivinicultura, pois sabia cultivar uva, mas também plantava outros produtos e criava animais, para ajudar no sustento da família. Aproximadamente na década de 1950, Antônio construiu uma Cantina (como chamava a fábrica de vinhos), onde produzia 40 mil litros da bebida por ano. Seus clientes eram da cidade e provenientes de outras também, como São Paulo, Piracicaba e toda a região de Jundiaí.

Desde pequeno, Cezar Brunholi, o filho caçula do casal, ajudava a família a cuidar da agricultura no sítio. Os outros herdeiros, exceto David, foram embora para exercerem outras atividades. Os dois que ficaram continuaram a trabalhar na plantação de uva. Cezar casou-se com Iracy Isidoria Brunholi, com quem teve três filhos: Anísio, Arnaldo e Aldo.

Como toda família de italianos, a de Cezar recebia muitos parentes para fazerem as refeições juntos. Normalmente, Iracy cozinhava os tradicionais risoto e polenta com frango, que os remetia ao país de origem. Os pratos faziam tanto sucesso, que os parentes passaram a levar amigos para saborear os quitutes que ela preparava. Até então, os Brunholi não haviam transformado o ambiente em um restaurante de fato.

No entanto, em 1942, decidiram aliar o talento culinário de Iracy à uma maneira de ganhar dinheiro, já que o número de frequentadores da casa não parava de crescer. Foi assim que teve início o primeiro restaurante, chamado Brunholi, bastante informal, que funcionava na casa da família. Iracy, marido e filhos trabalhavam na nova empreitada e recebiam cerca de 80 pessoas por final de semana até 1956, quando encerraram as atividades no estabelecimento. Enquanto funcionou, o lucro do restaurante contribuiu para o sustento da família, uma vez que a produção da Cantina deixava de ser suficiente, sendo fechada em 1962 devido a problemas familiares.

Nos 30 anos seguintes, a família continuou a produzir vinho para consumo próprio e manteve a plantação de uva, quando Arnaldo (um dos filhos de Cezar), no início dos anos 1990, decidiu retomar os negócios para resgatar a tradição e cultura dos Brunholi. A princípio, ele continuou a fazer vinhos artesanalmente e construiu uma pequena adega, no mesmo local onde está a atual, quatro vezes maior do que a primeira. A produção, à época, era de 10 mil litros por ano.

Como a iniciativa deu certo, outras foram agregadas, como o Família Brunholi Restaurante, voltando com a atividade gastronômica sustentada pela experiência vivida na década de 1940 com dona Iracy. O sucesso de público, reconhecimento da qualidade dos produtos e resgate da cultura demandaram a inauguração do Museu do Vinho, um grande tonel de seis metros de altura que agrega a história da vitivinicultura das famílias imigrantes italianas que vieram para Jundiaí. O talento culinário se estendeu ainda ao Família Brunholi Express, localizado no Maxi Shopping Jundiaí, sendo o único restaurante localizado fora do complexo Villa Brunholi, no Caxambu, que tornou-se ponto turístico e referência em gastronomia tradicionalmente italiana na região.

A Família Brunholi teve grande importância para o fomento do turismo rural e do agronegócio, geração de emprego e renda em um bairro afastado do Centro. O desenvolvimento local, entretanto, ocorreu sem que se perdesse o charme e a qualidade de vida que a zona rural proporciona.

Hoje, o grupo possui 70 colaboradores entre todos os estabelecimentos e sítio, continua a produzir vinhos de mesa (tinto, branco, rose e frisante), massas, licores e vinagre com sua marca própria. Apesar de já ter plantado mais de 120 mil pés de uva, hoje o sítio possui apenas cinco mil, já que a empresa compra a matéria-prima de outros produtores para fazer seus vinhos.

Os atuais proprietários são Paulo Brunholi, filho de Arnaldo (responsável pelo restaurante e fábrica); Sandra Brunholi, filha de Arnaldo (que cuida da Adega e do Express); e o próprio Arnaldo Brunholi.

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